Esquiando no parque

Dicas de turismo no norte da Itália


Quem vai pra Itália a turismo, deve lembrar que a Itália é um país lindo e interessante de norte a sul e por isso vale a pena  montar um roteiro de viagem para aproveitar ao máximo as maravilhas que o país tem para oferecer. Por isso, vou preparar uma seção especial de dicas sobre a Itália, começando pelo norte. Na Itália, cada hemisfério tem características próprias e inclusive existe uma certa rivalidade que vem de tempos antigos. De um modo um pouco rude, alguns definem a metade norte do país como a parte rica e mais evoluída e a metade sul como a parte pobre, menos evoluída. Eu diria que isso depende do ponto de vista, pois o sul da Itália é repleto de riquezas históricas e naturais que também vale muito a pena apreciar. Mas, tenho que reconhecer; o norte tem uma elegância incomparável. Na minha opinião, posso dizer que na região norte as pessoas são mais educadas. No sul é comum ver os italianos gritando, furando filas e não respeitando o trânsito e os pedestres, o que não é muito comum acontecer no norte. Mas, comportamentos à parte, quem pensa em ir a Itália mas ainda tem dúvidas, digo que, dos dezessete países que conheci na Europa, a Itália é um dos meus preferidos. São vários os motivos; as belezas naturais – a Itália tem praias, montanhas, neve, mar, lagos, parques naturais; a incrível arquitetura; a história que pode ser vista a olho nu mesmo milhões de anos depois; e a culinária, que pra mim é a melhor do mundo.

Na Itália, visitei mais de dez cidades, mas a dica de hoje é Corvara, em Alta Badia, região dos alpes na fronteira com a Áustria; um dos lugares mais incríveis que já conheci. Corvara é uma pequena e charmosa vila situada a mais de 1.500 metros acima do nível do mar, cercada de montanhas de dolomita. Nessa região, ao entardecer, as montanhas de dolomita apresentam um tom alaranjado, devido a sua formação rochosa, um verdadeiro espetáculo da natureza. Perfeita para ir no inverno esquiar ou apenas curtir o clima frio em um de seus aconchegante chalés e as paisagens do local.  A estação de esqui de Corvara é uma das maiores do país e tem pista para todos os níveis, inclusive para crianças. Lá é possível fazer aulas e alugar todo o material necessário para a prática do esporte. Eu fui à Corvara no inverno para o réveillon e apesar de frio, estava muito ensolarado e o por do sol era impecável. Para chegar até o local, deve-se chegar por algum dos aeroportos de Milão e de lá pega alguns trens até chegar em Corvara. O passeio é lindo e vale muito a pena.

Acompanhe o blog e fique por dentro de novas dicas para viajar na Itália.

 

Nova Zelândia: paisagens paradisíacas e ensino de qualidade


Quando decidi fazer um intercâmbio, pesquisei diversos países e cursos e acabei decidindo pela Nova Zelândia, influenciada não só pelo clima jovem que o país transmite ou pelas sensacionais partidas de rugby, mas também pelas belíssimas paisagens de um dos meus filmes preferidos, O Senhor dos Anéis, que foi filmado por lá.

Pensar em viver três meses em uma ilha, estudando e curtindo tudo que aquele país poderia me oferecer, me encantou e após muita batalha, consegui viajar. O percurso é longo – mais de 20 horas de avião – e o fuso horário com diferença de 15 horas para o Brasil também atrapalha quando bate a saudade, mas fora isso, tudo correu bem e posso garantir que foi uma das melhores oportunidades da minha vida, 90 dias que me fizeram crescer não só como aluna, mas principalmente como ser humano.

Fazer intercâmbio em um país completamente diferente do seu, com clima, cultura e costumes diferentes pode até parecer assustador, mas no fim, traz alegrias inigualáveis, como conseguir se virar sozinha e não ter mais medo de falar inglês. Além disso, até seus relacionamentos com familiares e amigos mudam após a experiência, pois a maturidade que você adquire é notória.

País de tirar o fôlego

A Nova Zelândia é formada por duas grandes ilhas e considerada a capital mundial da aventura. Diversos esportes radicais são praticados por lá, mas a paixão nacional fica mesmo com o rugby, sendo que os “All Blacks” – como é conhecida a seleção neozelandesa – são referência no mundo todo e figuram como a melhor seleção de rugby do planeta. Antes dos jogos, eles costumam fazer uma espécie de dança tribal de origem Maori chamada Haka para despertar o guerreiro que há em cada um, o que acaba sendo um espetáculo à parte.

Além dos esportes, o país possui uma biodiversidade e preservação ecológica magníficas. Enquanto a Ilha norte possui terras vulcânicas, grutas e cavernas, a sul abriga florestas e praias exuberantes, além de cidades agitadas durante a noite, para a alegria dos jovens. Alguns passeios imperdíveis são:

  • Observação de baleias;
  • Nado com golfinhos;
  • Cultura Maori;
  • Piscinas de lama.

Dicas importantes

Algumas dicas são fundamentais para quem deseja fazer um intercâmbio, e apesar delas serem muito repetidas, é importante lembrar:

  • Estude o idioma: mesmo que você pretenda aprimorar um idioma no país de destino, é importante frequentar uma escola de inglês, no caso, antes de viajar, afim de ter ao menos noção e conseguir comunicar-se por lá;
  • Documentos: fique atento aos documentos necessários para a viagem e cuide deles;
  • Não tenha medo: arriscar é necessário. Vá atrás de seus sonhos sem medos ou receios.

Pesquisar a cultura e o clima do local de destino também é importante. No caso da Nova Zelândia, o povo é muito parecido com o brasileiro, é receptivo e adora elogios sobre seu país. O clima também é agradável e fácil de se adaptar. Por isso, recomendo o intercâmbio neste lugar paradisíaco.

Texto cedido para o blog Vida de Viajante por Maristela Duarte, estudante de Jornalismo 

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Onde e o que comer em Praga


Praga, a capital da República Tcheca, já entrou na lista das cidades do leste europeu preferidas pelos turistas. Pouco mais de 20 anos após a queda do regime comunista, o país abriu suas portas para o turismo e os visitantes ganharam a oportunidade de conhecer as características desse belo país. A culinária segue esse movimento de abertura e, apesar de Praga ter restaurantes internacionais, a gastronomia tcheca é um grande atrativo para os visitantes dispostos a descobrir os sabores locais. A cidade não é cara se comparada às cidades do norte e oeste europeu, vantagem para os brasileiros. Os serviços podem não ser excelentes, mas a cidade vem se adaptando à diferente realidade da época em que o país era completamente fechado ao turismo durante os 40 anos de comunismo, e tem muito para oferecer.

A cerveja reina absoluta 


Se for passar uns dias na cidade das cem torres não hesite em entrar em um pub e provar os petiscos e pratos acompanhados de uma cerveja tcheca. A cerveja faz parte da cultura, gera negócios e aumenta o turismo. Você vai notar que no menu dos restaurantes tem a listinha de petiscos próprios para combinar com o canecão de 500 ml, o favorito nos pubs.
Visite a Pivovarský dům no centro da cidade em Praga 2, aberto das 11h até às 23h30 é uma microcervejaria com produção própria. Oferecem 8 tipos de cervejas e os pratos são tradicionais da cozinha tcheca. O petisco mais comum é o queijo Hermelín, a versão local do Camembert, servido com topinkas – torradas de pão preto fritas no azeite.

Nada de arroz ou feijão! Para acompanhar a carne e saborear o molho prove o acompanhamento nacional chamado de knedlík; uma massa cozida servida em fatias, serve para você mergulhar no goulash ou no molho, por exemplo da Svíčková – um dos pratos tradicionais – filé em um molho cremoso de legumes, servido com um pouco de chantilly e frutinhas selvagens no topo.

Na culinária tcheca, a carne de porco é a mais consumida. A linguiça de porco grelhada é um excelente acompanhamento para a cerveja. Há barraquinhas nas ruas, onde vendem a linguiça com uma fatia de pão e mostarda, ótima opção para enganar o estômago durante as andanças. Além da carne de porco, pato, cerdo e coelho são comuns nos cardápios as sopas, muito consumidas por aqui. Uma das tradicionais é a sopa servida dentro do pão, não deixe de experimentar. Outras são feitas tendo como base o caldo transparente de legumes e entre elas destaca-se a česnečková – sopa de alho.

O que não falta em Praga são pubs

Tradição desde 1843, o U Pinkasů entra na rota turística, assim como o Kolkovna, uma rede de pubs que serve além das tradicionais cervejas e comidas, opções internacionais. Já o U Sádlů oferece um ambiente medieval e acerta na culinária. Para quem quer fugir um pouco dos pontos turísticos conheça o pub Kulový Blesk, perto do metro IP Pavlová, em Praga 2. O pub oferece diariamente diferentes opções de cervejas. O ambiente é todo decorado com fotos de filmes tchecos clássicos. Basta sair e dar uma caminhada para encontrar muitos pubs bacanas pelo caminho. Não tenha medo, entre, explore e experimente!

Programinhas para o fim de tarde

Para um happy-hour ou aquele cafezinho visite o Café Louvre (desde 1902) e o Café Slavia, que são clássicos da cidade. O primeiro muito conhecido por ser frequentado por clientes como Albert Einstein e Franz Kafka; já o Slavia ganha pela bela vista, fica em frente ao rio Moldava(Vltava, em tcheco), local histórico para relaxar no fim de tarde.
Para adocicar o paladar, visite a rede de docerias Ovocný Světozor, onde sorvetes, tortas, bolos e mini-sobremesas são as atrações do cardápio.

Explore no calçadão na beira do rio Moldava, o Náplavka, as barraquinhas e barcos-restaurantes. O local é excelente para ver o por do sol nos dias de verão, que acontece depois da 21 h.

Texto cedido para o blog Vida de Viajante por Roberta Clarissa Leite e editado por Karen Loewenthal.
A Roberta é jornalista e radialista que reside em Praga e compartilha com os leitores artigos sobre a vida na República Tcheca através do seu blog Na Terra dos Tchecos e dicas de viagem no Seguro Viagem

República de Malta, Gozo

Malta, uma ilha paradisíaca no sul da Europa


Malta é um dos destinos mais incríveis da Europa.  Para quem não sabe, Malta é uma ilha, paradisíaca, situada no mar Mediterrâneo, entre a África e a Sicília. É um país da União Européia e suas línguas oficiais são o inglês e o maltês.

Apesar de ser um país pequeno, há muito a ser dito. Quem vai à Malta respira história em cada canto. Por mais que você não goste de história, não há como fugir. É impossível não sentir a energia que emana desse país e além disso, o cenário é épico; quase uma viagem no tempo. É o destino ideal para quem quer se deliciar nas praias paradisíacas da ilha, conhecer um país antigo e histórico e ainda por cima comer muito bem. E tudo isso a um preço médio, pois Malta não é um país caro.

O que fazer em Malta?

Depende da época do ano. O ideal é não ir no inverno. O resto do ano tem temperaturas amenas e nunca é muito frio, mas como existem muitas praias lindas, bom mesmo é aproveitá-las!

As fotos acima foram tiradas em St. Peter’s Pool, uma praia de águas cristalinas, onde é possível saltar e fazer snorkeling (mergulho em águas rasas para ver os corais), além de caminhar pela costa e tomar sol. Imperdível!

Além das praias na ilha de Malta,  existem também duas grandes ilhas, chamadas Gozo e Comino, que fazem parte da República de Malta. Para visitar essas ilhas, o legal é comprar um pacote turístico, onde estão incluídos todos os meios de transporte e passeios. No centro da cidade existem lojinhas especializadas nesse tipo de serviço. Vale a pena dar uma conferida. O passeio não é caro e vale e vale cada segundo.

As fotos abaixo são da Blue Lagoon, uma das praias mais exuberantes da ilha de Comino, situada entre Malta e Gozo.

Ao longo do passeio vários pontos turísticos, históricos e mitológicos podem ser visitados, além de cenários de muitos filmes.

Em Malta também não se deve deixar de conhecer a Medina (Mdina), cidade murada, antiga capital do país, que preserva palácios e construções religiosas do século XV.  Atualmente, famílias aristocratas ainda vivem no local.

Malta é incrível, super aconselho e em breve escrevo um pouquinho mais sobre esse paraíso! Se não sabe para onde ir na Europa, vai pra Malta!

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Por Karen Loewenthal.

Intercâmbio no exterior: como lidar com as emoções?


Quando decidi que ia fazer intercâmbio na Europa, sozinha, longe da família e dos amigos, sabia que teria um grande desafio pela frente: lidar com as emoções. Não há como fugir, seres humanos são pura emoção. Somos movidos pelas emoções o tempo todo. Mesmo, antes de um raciocínio, existe uma emoção.  Claro, que cada pessoa reage de uma forma, mas há poucos dias uma leitora do blog me perguntou como foi lidar com as emoções no período em que morei no exterior, achei uma ótima pergunta e resolvi escrever esse post.

Quando fui viajar, não tinha data para voltar, não sabia se iria voltar e viajei sozinha para países onde não conhecia absolutamente ninguém. Difícil? Sim. Além disso, eu estava doente. Tive a maior gripe e crise de sinusite que já tive na vida. Meu inglês? Na época, o meu nível era intermediário, mas até se acostumar com o sotaque, leva um tempo. Então, no início, é normal entender pouco ou quase nada do que os outros estão falando.

Solidão, barreiras na comunicação, estar fora da nossa zona de conforto são fatores suficientes para desorganizar as emoções de qualquer pessoa. Quando cheguei em Londres, doente e cansada,  as dificuldades começaram assim que desembarquei no aeroporto e fui pedir informações sobre onde eu deveria pegar o trem e só entendia a metade do que me explicavam. Sabia que havia alguma informação importante que eu não entendia.  Primeira barreira a ser enfrentada: a comunicação!

No fim, tudo deu certo. Há sempre alguém para ajudar. Cheguei no meu destino sã e salva, tomei banho e dormi. Acordei no dia seguinte para ir à aula. Abri a cortina, estava chovendo e eu ali sozinha como nunca estive antes, chorei. Chorei muito. Foi um misto de tristeza,  incerteza e saudade antecipada.  Minha família e meus amigos nunca fizeram tanto sentido na minha vida. Naquele momento um sentimento de valorização das pessoas que amo, invadiu a minha alma e acho que algo realmente mudou dentro de mim. Como o sofrimento não é algo que me assusta, chorei, sofri, aprendi, tomei um banho e fui para a aula. Apesar da tristeza, entendo que escolha certa é a escolha feita. E eu havia feito a minha. E, em verdade, não havia motivo algum para chorar. Estava apenas fisicamente distante das pessoas que amo. Mas elas ainda estavam lá, em algum lugar, esperando por mim, sempre de braços abertos e me dando o maior apoio.

Então depois de chorar todas as lágrimas do mundo, lembrei que estava vivendo uma experiência incrível e que ainda tinha muita coisa para acontecer, conhecer e aprender. Além disso, estava na terra da rainha, morando na mesma rua onde morava Margaret Thatcher (um exemplo de força feminina), em um dos bairros mais lindos de Londres, então, existe mesmo algo para lamentar?

Claro que sempre existe algo para lamentar, seres humanos adoram lamentar, mas não existe escolha sem renúncias e devemos estar conscientes disso, principalmente nos momentos em que bate a solidão e a tristeza. Esses sentimentos fazem parte das nossas vidas e podemos sentí-los mesmo quando estamos rodeados de pessoas. Porém, no exterior, sozinho, obviamente, são mais constantes.

Lidar com esses sentimentos não é fácil para muitas pessoas. Já conheci gente que foi pra passar um ano e ficou dois dias e voltou para o Brasil. Verdade! E o mais estranho é que todos eram homens. Parece que as mulheres são mais fortes nessas situações. Acho que é por que têm mais fé, mais capacidade de adaptação e paciência.

Aliás, paciência é fundamental para ser bem sucedido em seu intercâmbio. No início tudo é mais difícil, mas com o tempo, conhecemos pessoas maravilhosas que passam a ser nossa nova família, criamos vínculos com essas pessoas e a vida se reconstrói, aos poucos, mas vai acontecendo. À medida que a vida começa a se reestruturar, outras oportunidades vão aparecendo e a dor de estar longe da família e dos amigos se transforma em desejo de dar um abraço e passar um dia juntos. Saudade, pura e simplesmente, saudade. Mas, diferente do sentimento inicial, o sofrimento desaparece.

Então, não se desesperem quando bater a saudade, a solidão, a tristeza. Mantenha-se forte e não esqueça dos seus objetivos principais. A transição leva um tempo e para que a mesma ocorra de forma leve e saudável, o melhor conselho que posso dar é: viva o momento. Seja feliz com o que e quem você tem nesse exato momento e certamente encontrará o sucesso.  Intercâmbio é uma das mais fantásticas experiências na vida de uma pessoa. Ter uma oportunidade dessas e não aproveitar é apenas motivo para lamentações e frustrações futuras.

Por Karen Loewenthal

 

 

Inspiração, informação e dicas de viagem e intercâmbio

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